É hoje! Garota Enxaqueca também tira férias e elas começaram a pouco.
Tô indo dar uma banda pelo mundo e quem tiver afim de acompanhar meu diário de viagem, é só clicar aqui
FUI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
terça-feira, 7 de julho de 2009
Eletroencefalograma
Tô quase lá nas minhas férias. Só mais amanhã e fui! Só que antes de chegar o tal dia to trabalhando feito camelo no deserto e relembrando a rotina frenética de agência de propaganda. Mas tá, já vai passar, só mais um bocadinho e já era.
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Não, eu ainda não arrumei as minhas malas e só terei tempo pra isso na quinta a tarde, poucas horas antes de embarcar num Boeing 777 rumo à Londres. Só espero não esquecer de levar nada importante.
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Claro que eu não poderia sair de férias assim na maior. Quarta-feira passada um vazamento do apartamento de cima tem transformado a minha cozinha numa filial de Capão da Canoa. Falta apenas a areia e os guarda-sóis pois o mar eu ja tenho. Delícia!
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Meu sonho de consumo atual é uma secretária particular pra resolver todas as picuinhas de merda que permeiam a minha vida. Queria poder pagar alguém pra ir no banco pra mim, comprar as coisas que eu preciso, ir vinte vezes no supermercado durante a semana pra comprar pão, se incomodar com vizinhos, essas coisas.
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Não, eu ainda não arrumei as minhas malas e só terei tempo pra isso na quinta a tarde, poucas horas antes de embarcar num Boeing 777 rumo à Londres. Só espero não esquecer de levar nada importante.
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Claro que eu não poderia sair de férias assim na maior. Quarta-feira passada um vazamento do apartamento de cima tem transformado a minha cozinha numa filial de Capão da Canoa. Falta apenas a areia e os guarda-sóis pois o mar eu ja tenho. Delícia!
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Meu sonho de consumo atual é uma secretária particular pra resolver todas as picuinhas de merda que permeiam a minha vida. Queria poder pagar alguém pra ir no banco pra mim, comprar as coisas que eu preciso, ir vinte vezes no supermercado durante a semana pra comprar pão, se incomodar com vizinhos, essas coisas.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
High ansiety
O tamanho da minha ansiedade hoje:
- 4 bisnaguinhas com manteiga no desajuno
- um Bauduquinho de chocolate às 10h da manhã
- arroz, feijão, salada, frango grelhado e tortinha de legumes no almoço
- duas bombinhas de chocolate e doce de leite depois do almoço
- um Sonho de Valsa
- uma caixa de Deditos
- uma bala de morango
- um chiclete
E o dia nem terminou ainda.....
- 4 bisnaguinhas com manteiga no desajuno
- um Bauduquinho de chocolate às 10h da manhã
- arroz, feijão, salada, frango grelhado e tortinha de legumes no almoço
- duas bombinhas de chocolate e doce de leite depois do almoço
- um Sonho de Valsa
- uma caixa de Deditos
- uma bala de morango
- um chiclete
E o dia nem terminou ainda.....
segunda-feira, 29 de junho de 2009
De um pouco tudo
Ando nervosa e ansiosa nesses últimos dias e por causa disso roí boa parte das minhas unhas, coisa que eu nunca faço. Tenho descontado um pouco na comida também, especialmente na minha última descoberta gulosemística: bolacha Passatempo coberta com chocolate. Ai, que delícia! Se eu ainda fumasse certamente já teria comido uma carteira de cigarro nesses últimos dias.
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Tenho tido um sono agitado, tenho sonhado muito e por duas vezes seguidas sonhei com bebês. No primeiro sonho eu brincava com a minha afilhada e depois com o filhinho de uma prima. No segundo sonho de novo eu brincava com a Ana. Sei lá de que forma esses sonhos poderiam ser interpretados, mas uma amiga minha entendida diz que significa novos projetos. Então ta, só espero que esses novos projetos sejam bons.
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Michael Jackson se foi. Pois é, morreu como morrem milhares de pessoas todos os dias, algumas de maneira misteriosa como ele, outras de forma natural, outras assassinadas, e ainda outras de formas cruéis. O que eu não consigo entender é a histeria coletiva, são os fãs chorando copiosamente a morte do cantor, são as flores e as fotos depositadas na porta da casa do cara, são as vigílias pela alma do falecido. Por caso eram íntimos do Michael Jackson pra sofrer assim? Ligavam pra ele todo dia? Trocavam emails, SMS ,e scraps no Orkut e no Facebook? Não, né? Só posso pensar dessa gente toda uma coisa: não tem o que fazer da vida, não estudam, não trabalham, não tem uma pauta lotada pra cumprir, não tem contas no fim do mês pra pagar. E aposto que não se comovem tanto quando morre um familiar ou um amigo muito próximo.
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By the way, já pensou o quanto devem ter se divertido os legistas que trabalharam na autópsia do corpo do Michael Jackson? O cara era a transgenia em pessoa!
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Uma amiga minha foi pedida em casamento durante uma viagem surpresa pra Paris, em cima da Torre Eifel. Uma conhecida aqui do trabalho também foi pedida em casamento debaixo da Torre Eifel. Uma outra amiga recebeu a proposta e um anel de noivado no Palacio de Versailhes, também na França. É uma pena mesmo que eu não tenha incluído uma idinha rápida até lá nessas férias....
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Tenho tido um sono agitado, tenho sonhado muito e por duas vezes seguidas sonhei com bebês. No primeiro sonho eu brincava com a minha afilhada e depois com o filhinho de uma prima. No segundo sonho de novo eu brincava com a Ana. Sei lá de que forma esses sonhos poderiam ser interpretados, mas uma amiga minha entendida diz que significa novos projetos. Então ta, só espero que esses novos projetos sejam bons.
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Michael Jackson se foi. Pois é, morreu como morrem milhares de pessoas todos os dias, algumas de maneira misteriosa como ele, outras de forma natural, outras assassinadas, e ainda outras de formas cruéis. O que eu não consigo entender é a histeria coletiva, são os fãs chorando copiosamente a morte do cantor, são as flores e as fotos depositadas na porta da casa do cara, são as vigílias pela alma do falecido. Por caso eram íntimos do Michael Jackson pra sofrer assim? Ligavam pra ele todo dia? Trocavam emails, SMS ,e scraps no Orkut e no Facebook? Não, né? Só posso pensar dessa gente toda uma coisa: não tem o que fazer da vida, não estudam, não trabalham, não tem uma pauta lotada pra cumprir, não tem contas no fim do mês pra pagar. E aposto que não se comovem tanto quando morre um familiar ou um amigo muito próximo.
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By the way, já pensou o quanto devem ter se divertido os legistas que trabalharam na autópsia do corpo do Michael Jackson? O cara era a transgenia em pessoa!
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Uma amiga minha foi pedida em casamento durante uma viagem surpresa pra Paris, em cima da Torre Eifel. Uma conhecida aqui do trabalho também foi pedida em casamento debaixo da Torre Eifel. Uma outra amiga recebeu a proposta e um anel de noivado no Palacio de Versailhes, também na França. É uma pena mesmo que eu não tenha incluído uma idinha rápida até lá nessas férias....
terça-feira, 23 de junho de 2009
Migrane moment
Depois de 2 anos coreando, saio de férias em distantes 17 dias e ficarei fora nos 20 dias que serão os mais rápidos da minha vida eu aposto.
Nem mesmo na hora de sair de férias é fácil ser mulher! Leia essas 3 razões abaixo e você vai entender o que eu digo:
1. No meio dos meus tão sonhados e planejados 20 dias de férias eu iria ficar menstruada. Ninguém merece ficar menstruada, ainda mais nas férias. Pois resolvi apelar pros hormônios pra mexer no ciclo e evitar que a sangueira venha logo no meu período de descanso. Resultado: to há mais de 10 dias sangrando sem parar e sem o menor sinal de trégua. Mas tudo bem....
2. To quase concorrendo com a Cláudia Ohana e com a Sônia Braga no quesito pêlos pelo corpo. Resolvi que só vou fazer depilação na véspera de ir viajar que é pra poder chegar do outro lado do mundo com tudo em ordem. Tô me sentindo a própria Monga, a Mulher Gorila. Mas tudo bem...
3. A mesma coisa ocorre em relação às minhas unhas: to que é a própria Mãos de Tesoura, mas só vou na manicure dias antes de embarcar.
Foda, né?
Em momentos como esse eu excomungo o mundo por ter nascido mulher e rezo muito pra vir macho ou poodle na outra encarnação.
Nem mesmo na hora de sair de férias é fácil ser mulher! Leia essas 3 razões abaixo e você vai entender o que eu digo:
1. No meio dos meus tão sonhados e planejados 20 dias de férias eu iria ficar menstruada. Ninguém merece ficar menstruada, ainda mais nas férias. Pois resolvi apelar pros hormônios pra mexer no ciclo e evitar que a sangueira venha logo no meu período de descanso. Resultado: to há mais de 10 dias sangrando sem parar e sem o menor sinal de trégua. Mas tudo bem....
2. To quase concorrendo com a Cláudia Ohana e com a Sônia Braga no quesito pêlos pelo corpo. Resolvi que só vou fazer depilação na véspera de ir viajar que é pra poder chegar do outro lado do mundo com tudo em ordem. Tô me sentindo a própria Monga, a Mulher Gorila. Mas tudo bem...
3. A mesma coisa ocorre em relação às minhas unhas: to que é a própria Mãos de Tesoura, mas só vou na manicure dias antes de embarcar.
Foda, né?
Em momentos como esse eu excomungo o mundo por ter nascido mulher e rezo muito pra vir macho ou poodle na outra encarnação.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Run, Forrest, run
Eu sinto como se estivesse numa maratona de muitos quilômetros. To naquela parte do percurso em que eu sei que estou próxima da linha de chegada, onde me faltam as forças, o ânimo e a vontade de seguir adiante. Eu quase consigo ver a faixa estendida e os aplausos da torcida logo ali adiante e mesmo sem a menor condição, eu sigo correndo porque agora não dá mais pra desistir. Falta pouco, só um pouco. O cronômetro do relógio digital confirma o meu pensamento informando quantos quilômetros já corri e quantos ainda faltam pro final, pro descanso, pra água fresca e gelada que me espera. Tudo o que eu preciso agora é me concentrar no restinho do percurso, pegar um fôlego extra lá do fundo dos pulmões e continuar correndo em frente. Cada pedacinho de chão vencido é um pedacinho a menos que falta pra chegada.
Força, Luciana, falta pouco agora.
Força, Luciana, falta pouco agora.
terça-feira, 16 de junho de 2009
Vivendo e aprendendo
Até uma certa altura da vida, normalmente na adolescência, a gente detesta ouvir “conselho” dos outros, exceto se os outros forem adolescentes como nós. Detestamos ouvir aqueles sermões intermináveis dos mais velhos, achamos uma chatice, uma perda de tempo e temos a absoluta certeza de que aquilo jamais terá utilidade alguma na vida da gente. Porque quando somos adolescentes pensamos que seremos assim pra sempre. Ledo engano.
Quando eu era mais nova, minha mãe enchia o meu saco pra que eu fizesse aula de inglês e eu detestava perder as minhas tardes de puro ócio em função disso. Fiz um curso de inglês ao trancos e barrancos e achei que aquilo só seria útil caso eu resolvesse viajar pelo exterior. Ledo engano. Hoje, bem longe da adolescência, trabalho numa multinacional americana e falo/escrevo/ouço em inglês a maior parte do tempo. No começo penei bastante e tive que fazer aulas de reforço e arrisco a dizer que se eu tivesse escutado a minha mãe quando era adolescente e tivesse encarado com afinco as aulas, teria sido tudo tão bem mais fácil.
Quando eu estava no colégio, eu odiava as aulas de matemática. Odiava com todas as letras maiúsculas e aquilo sempre foi um grande problema e um enorme trauma na minha vida. Aquele monte de números que a professora colocava no quadro negro era grego pra mim, eu não entendia nada e fiquei em recuperação diversas vezes por causa disso. Chorava e sofria muito em casa me sentindo uma mula em forma de gente. Fazia aulas particulares mais do que as aulas regulares do colégio e a professora sempre dizia que eu precisava resolver aquele embate com os números para que tudo, então, ficasse mais fácil. Não consegui. Nas provas em que eu passava, eu colava até não poder mais e na outras eu subornava os professores, que sabiam da minha deficiência e aceitavam o suborno. Resolvi então que iria fazer uma faculdade em que jamais fosse necessário usar números e optei pela publicidade. Tranquilaço. Hoje, quase 10 anos depois de formada, trabalho numa multinacional americana onde tudo, mas tudo MESMO, gira em torno de números. Voltei a me sentir uma mula em forma de gente, olhando praquele amontoado de dígitos que lotam os e-mails e os arquivos que eu recebo.
Meu pai é, sempre foi e sempre será uma pessoa super hiper mega ultra high power organizada em relação às suas finanças pessoais e ele sempre, mas sempre MESMO, nos disse que a gente deveria poupar o dinheiro que a gente tivesse, por mais pouco que ele fosse. Pra vocês terem uma idéia, meu pais jamais comprou alguma coisa parcelada na vida dele, tudo o que ele tem foi comprado à vista, preferencialmente em cash, nota sobre nota. Meu pai jamais entrou no negativo no banco, isso pra ele é o fim do mundo. Parcialmente eu ouvi o conselho dele e poupei algum até um determinado ponto da minha vida, depois tudo virou uma várzea e eu me perdi no consumo exacerbado. Afinal de contas, os lucros das minhas ações aplicadas na bolsa e os juros da poupança não irão comigo pro caixão, certo? Dinheiro foi feito pra gastar, esse é o meu mantra. Ledo engano, queridinha. Dinheiro foi feito pra gastar sim, mas com muita moderação.
Todo mundo me pergunta quando eu vou casar e principalmente, quando terei filhos. Isso é uma coisa não resolvida na minha vida, eu realmente não sei se quero a duplinha marido-filhos. Gosto da minha liberdade de poder bater a porta do meu apartamento e sair sem hora pra voltar quando eu bem entender. Gosto de poder dormir até às 3h da tarde no domingo. Gosto de poder chegar em casa e ficar em silêncio, curtindo a minha solidão. Não consigo conceber a idéia de alguém dependendo de mim pra tudo, 24 horas por dia. Sou aquariana e portanto, livre, leve e solta por natureza. Pois bem: há alguns finais de semana fui a um restaurante e vi uma mulher de uns 40 e muitos anos com um bebê no colo que não era seu neto. Era seu filho. Não consegui parar de olhar aquela mulher com aquele bebê e confesso que a cena não me desceu. A combinação mulher de 40 e tantos + bebê de 1 ano não fechava. Mas era real. Domingo fui a outro restaurante e a mesma cena se repetiu na mesa ao lado: casal com 40 e muitos + bebê de poucos meses. Tudo bem que a medicina evoluiu, que hoje uma mulher pode engravidar tranquilamente com mais de 40 anos, mas não adianta, não combina. Daí quando eu vi as duas old mothers com seus new babies, eu fiquei pensando se este não será o meu destino, já que até hoje eu ainda não resolvi se quero ou não essa vida pra mim. E confesso que fiquei preocupada.
Pois é, a gente vai vivendo, vai vendo, ouvindo e aprendendo. Às vezes a gente aprende a lição na hora em que ela está sendo passada, às vezes a gente demora mais e precisa levar umas pancadas da vida até registrar e às vezes a gente nunca aprende.
Quando eu era mais nova, minha mãe enchia o meu saco pra que eu fizesse aula de inglês e eu detestava perder as minhas tardes de puro ócio em função disso. Fiz um curso de inglês ao trancos e barrancos e achei que aquilo só seria útil caso eu resolvesse viajar pelo exterior. Ledo engano. Hoje, bem longe da adolescência, trabalho numa multinacional americana e falo/escrevo/ouço em inglês a maior parte do tempo. No começo penei bastante e tive que fazer aulas de reforço e arrisco a dizer que se eu tivesse escutado a minha mãe quando era adolescente e tivesse encarado com afinco as aulas, teria sido tudo tão bem mais fácil.
Quando eu estava no colégio, eu odiava as aulas de matemática. Odiava com todas as letras maiúsculas e aquilo sempre foi um grande problema e um enorme trauma na minha vida. Aquele monte de números que a professora colocava no quadro negro era grego pra mim, eu não entendia nada e fiquei em recuperação diversas vezes por causa disso. Chorava e sofria muito em casa me sentindo uma mula em forma de gente. Fazia aulas particulares mais do que as aulas regulares do colégio e a professora sempre dizia que eu precisava resolver aquele embate com os números para que tudo, então, ficasse mais fácil. Não consegui. Nas provas em que eu passava, eu colava até não poder mais e na outras eu subornava os professores, que sabiam da minha deficiência e aceitavam o suborno. Resolvi então que iria fazer uma faculdade em que jamais fosse necessário usar números e optei pela publicidade. Tranquilaço. Hoje, quase 10 anos depois de formada, trabalho numa multinacional americana onde tudo, mas tudo MESMO, gira em torno de números. Voltei a me sentir uma mula em forma de gente, olhando praquele amontoado de dígitos que lotam os e-mails e os arquivos que eu recebo.
Meu pai é, sempre foi e sempre será uma pessoa super hiper mega ultra high power organizada em relação às suas finanças pessoais e ele sempre, mas sempre MESMO, nos disse que a gente deveria poupar o dinheiro que a gente tivesse, por mais pouco que ele fosse. Pra vocês terem uma idéia, meu pais jamais comprou alguma coisa parcelada na vida dele, tudo o que ele tem foi comprado à vista, preferencialmente em cash, nota sobre nota. Meu pai jamais entrou no negativo no banco, isso pra ele é o fim do mundo. Parcialmente eu ouvi o conselho dele e poupei algum até um determinado ponto da minha vida, depois tudo virou uma várzea e eu me perdi no consumo exacerbado. Afinal de contas, os lucros das minhas ações aplicadas na bolsa e os juros da poupança não irão comigo pro caixão, certo? Dinheiro foi feito pra gastar, esse é o meu mantra. Ledo engano, queridinha. Dinheiro foi feito pra gastar sim, mas com muita moderação.
Todo mundo me pergunta quando eu vou casar e principalmente, quando terei filhos. Isso é uma coisa não resolvida na minha vida, eu realmente não sei se quero a duplinha marido-filhos. Gosto da minha liberdade de poder bater a porta do meu apartamento e sair sem hora pra voltar quando eu bem entender. Gosto de poder dormir até às 3h da tarde no domingo. Gosto de poder chegar em casa e ficar em silêncio, curtindo a minha solidão. Não consigo conceber a idéia de alguém dependendo de mim pra tudo, 24 horas por dia. Sou aquariana e portanto, livre, leve e solta por natureza. Pois bem: há alguns finais de semana fui a um restaurante e vi uma mulher de uns 40 e muitos anos com um bebê no colo que não era seu neto. Era seu filho. Não consegui parar de olhar aquela mulher com aquele bebê e confesso que a cena não me desceu. A combinação mulher de 40 e tantos + bebê de 1 ano não fechava. Mas era real. Domingo fui a outro restaurante e a mesma cena se repetiu na mesa ao lado: casal com 40 e muitos + bebê de poucos meses. Tudo bem que a medicina evoluiu, que hoje uma mulher pode engravidar tranquilamente com mais de 40 anos, mas não adianta, não combina. Daí quando eu vi as duas old mothers com seus new babies, eu fiquei pensando se este não será o meu destino, já que até hoje eu ainda não resolvi se quero ou não essa vida pra mim. E confesso que fiquei preocupada.
Pois é, a gente vai vivendo, vai vendo, ouvindo e aprendendo. Às vezes a gente aprende a lição na hora em que ela está sendo passada, às vezes a gente demora mais e precisa levar umas pancadas da vida até registrar e às vezes a gente nunca aprende.
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