terça-feira, 1 de março de 2011

End(less) summer

Ah, o verão!
Não sei como é pode existir no mundo pessoas que não gostam do verão. Como não gostar de uma estação onde os dias são mais longos, tem sol forte enfeitando o céu e roupa leve cobrindo o corpo? Juro que eu me esforço, mas eu não consigo entender quem não gosta do verão. Eu se pudesse, viveria num eterno verão. Tipo, se eu fosse rica, pegaria um avião pra um lugar onde fosse verão tão logo soprasse o primeiro minuano aqui nos pampas. Detesto inverno, frio, casacão, bota, manta e gente toda encolhida por causa das temperaturas baixas. Nasci no auge do verão, me formei na faculdade no dia mais quente de que se tem notícia, se eu casar vai ser no verão e eu espero morrer numa noite bem quente, daquelas de céu tapado de estrelas e com uma lua crescente lá no céu. Se for assim, morro até feliz.
Quer algumas boas razões pra gostar do verão? Então vou tentar te convencer:
Em que outra estação do ano a cidade fica deserta, o trânsito flui tranquilamente, o cinema não tem fila e o supermercado ta sempre vazio?
Em que outra estação do ano você encontra tanta gente correndo pelas ruas no final do dia?
Em que outra estação do ano você encontra tanta gente nas mesinhas estrategicamente colocadas nas calçadas pelos bares, tomando cerveja e rindo da vida?
Em que outra estação do ano se come tanto churrasco, se toma tanto sorvete e se vai à tanta festa?
Em que outra estação do ano você acorda, abre a janela do quarto e dá de cara com aquele sol lindo que raia no horizonte, te convidando pra ir pra vida?
Em que outra estação do ano tem sol mesmo sendo noite?

Não, nem tente me convencer que o inverno é muito melhor do que tudo isso porque você não vai conseguir. Eu amo incodicionalmente o verão.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Perguntinhas

- Por que os engenheiros, arquitetos, pedreiros, empreiteiros ou seja lá que outro nome queiram dar pros senhores que colocam aqueles bueiros no meio da rua, não os fazem de modo que as tampas fiquem rentes ao chão? Será que não se dão conta que tampas fundas viram um obstáculo pros carros?

- Por que 2 litros de refrigerante custa bem menos do que 400ml?

- Por que as pessoas colam adesivos ilustrando as suas famílias na traseira do carro?

- Por que as pessoas tem mania de caminhar sem olhar pra frente?

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O que se passa nessa cabecinha

Faz tempo que eu não apareço no meu próprio blog, mas é que a vida anda meio atrapalhada. Fora isso, acostumei a pensar e a escrever em somente 140 caracteres. Mas de vez em quando sobra um tempinho e a inspiração supera o modo tweet de se expressar, e eu dou as caras por aqui. Então chega de enrolação e vamos ao que interessa: o que se passa nessa cabecinha.

Eu acho que eu não vou casar no sentido rito de passagem do fato. Não vou me vestir de branco, nem lotar uma igreja, nem entrar de braço dado com o meu pai ao som de Ave Maria, nem dizer "eu aceito" com os olhos cheios d'água, nem nada disso. Mas eu gostaria de ter uma festa de casamento só pra ter o prazer de fazer tudo diferente do que manda a tradição e a breguice de atualmente. A começar pelo convite. Aquele papel geralmente texturizado com listrinhas, com aquela letra manuscrita apresentando o nome dos noivos em prateado ou dourado. Depois vem a Ave Maria na entrada da igreja. Tenha a santa paciência, né? Musiquinha mais manjada. Logo a seguir, tem as fotos "mudernas" do casal devidamente caracterizado de noivinhos posando em monumentos históricos ou de óculos escuros. Não, né? E pra terminar, agora tem a modinha brega do casal ensaiar uma coreografia e dançar pros convidados no meio da festa. Jesus! Pra que isso? Qual é o racional por trás da dancinha? Eu juro que eu me esforço, mas eu não entendo. Se alguém puder me explicar, eu agradeço.

Pouco mais de 24 horas me separam dos meus 34 anos. Trinta e quatro anos. 3. 4. anos. Quando eu era criança e forçava os olhinhos pra me enxergar tão longe, eu confesso que me imaginava diferente. Com 34 anos eu ja estaria casada, ja teria 2 filhos, uma casa, dois carros, uma carreira muito bem sucedida, uma boa quantia no banco e muitas milhas acumuladas. Com 34 anos eu usaria terninhos bem cortados, sapatos de salto fino e óculos de grau. Hoje, beirando os 34 anos, eu vejo o quanto fui sonhadora na minha infância em acreditar que só seria feliz se tivesse cumprido essa missão de ser mulher, mãe e chefe ao mesmo tempo. Eu não tenho marido, nem filhos e nem uma boa quantia no banco, mas tenho um namorado que eu amo e que, no meu carro novo, me acompanha nos quilômetros e quilômetros de estrada que costumamos percorrer. Eu não sou a diretora da empresa e honestamente, também não quero ser. Mas tenho um cargo que me permite ter vida fora do escritório e ainda me paga o suficiente pra que eu possa comprar os terninhos e os saltos altos.
Eu chego aos meus 34 anos feliz com a vida que eu conquistei e em ser a pessoa que eu sou.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Os infernais e Nando Reis ou Não vou me adaptar

Ontem a noite durante um show do Nando Reis num Opinião mais do que lotado, realizei que eu tô ficando velha. E constatei o fato por 2 motivos, mas não pensem que eu fiquei deprimida por causa disso e me entupi de cremes anti idade quando cheguei em casa à 1h da manhã. Pelo contrário. Envelhecer, mais do que ganhar rugas, significa ganhar critério, experiência, noção.
Então, eis os motivos que me fizeram constatar que eu tô mesmo ficando velha:
1. Na época em que eu era frequentadora assídua de shows em lugares fechados e apertados e em que não havia lugar pra sentar, não lembro de ter ido à algum espetáculo usando salto agulha e alto. Lugares assim e salto alto não combinam. É como usar um biquini pra ir trabalhar num escritório de advocacia. Lugar errado, sapato idem. E ontem, num Opinião que bombava de gente e onde era impossível se mexer, a quantidade de mulheres de salto altíssimo e fino era impressionante. Não to exagerando. Noção zero pra mulherada e conforto na mesma escala. O que isso tem a ver com ficar velha? Velhos não usam salto agulha, exceto em locais e ocasiões adequadas.
2. Show em lugar fechado e pequeno, onde não há lugar para sentar, não me pega nunca mais. No Brasil então, menos ainda. Porque não basta ficar em pé enlatada feito sardinha, ainda temos que contar com o atraso das coisas. O show de ontem estava marcado pras 23h, porém, o Nando Reis só subiu ao palco quando passava da meia-noite. Nem é uma questão de saúde, é uma questão de saco ficar em pé horas e horas a fio sem poder se mexer. Não tenho mais saco pra isso definitivamente.
Aproveitando que o post é um desabafo sobre o show de ontem, preciso comentar que o Opinião é uma merda de lugar, com uma acústica lamentável. Se eu fosse música, nunca iria tocar no Opinião.

"...Eu não tenho mais a cara que eu tinha, no espelho essa cara ja não é minha..."

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

All in one

Resolvi voltar a escrever aqui no blog, tava sentindo falta de expressar meus pensamentos com mais de 140 caracteres. Então, pra inaugurar este retorno de Jedi, vou mandar um post all in one daquilo que vem passando na minha cabecinha nesses últimos tempos.

As mulheres estão ficando chatas, insuportáveis no que tange os seus relacionamentos amorosos. Deve ser por isso que o número de homens gays tem crescido. Pudera, é melhor namorar alguém do mesmo sexo do que alguma mala do sexo oposto. Canso de ouvir nos banheiros da vida histórias de mulheres que são ciumentas ao extremo, que vasculham a vida dos namorados e maridos, que os proibem de jogar futebol, tomar cerveja com os amigos e até mesmo dar uma carona totalmente inocente pra colegas de trabalho. Ja ouvi até história de mulher surtada por causa de uma MALA-DIRETA. Sim, senhoras e senhores, tem mesmo muita gente louca nesse mundo. E quando eu ouço essas histórias escabrosas, eu me pergunto: pra que tudo isso? Pra evitar de serem traídas? Trocadas? Amigas, eu lamento muito assoprar o castelinho de conto de fadas que vocês criaram, mas isso não vai evitar que vocês tenham a cabeça enfeitada por um lindo par de chifres. Desistam e levem a vida mais levemente. Desencanem e deixem de encher o saco dos namorados, maridos e afins. Só duas coisas são certas nessa vida: o chifre e a morte. Tentar evitar o inevitável é perda de tempo e dá rugas.

Ao mesmo tempo que eu digo que as mulheres estão paranóicas em relação aos seus relacionamentos, eu vejo que os homens se submetem à essas sessões de tortura praticadas por suas namoradas, esposas e afins. Eles reclamam, mas no fundo eles gostam de ser tratados assim. Vide o número absurdamente alto de mulheres “loucas” casadas X o número absurdamente alto de mulheres “legais” solteiras. Acho que isso tem alguma coisa a ver com a maneira como eram tratados pelas mães, sempre sob voz de comando. Eu não entendo a paranóia das mulheres e a submissão dos homens. É por isso que eu tenho a impressão de que ficarei solteira pra todo o sempre.

Sabe, eu tenho admiração por essas pessoas materialmente desprendidas que conseguem viver e sobreviver nesse mundo tão materialista, onde mais é mais. Admiro pessoas que largam toda a parafernália tecnológica e moderna que tinham nas grandes cidades pra viver na beira de uma praia ou no meio do mato. Quando eu viajo de carro eu gosto de olhar as casas que ficam à beira da estrada e gosto de imaginar como vivem aquelas pessoas que moram ali. Será que elas são mais felizes que eu? Será que elas conseguem achar felicidade longe da internet, dos 200 canais da TV por assinatura, dos bons restaurantes e das baladas? Como será que elas passam os seus dias sem ter que enfrentar um trânsito caótico, sem ter que conciliar a agenda com os 50 compromissos diários? Tenho curiosidade em saber.

Nutro também uma admiração e uma pontinha de inveja por aquelas pessoas que simplesmente largam tudo, colocam meia dúzia de roupas numa mochila e se largam mundo afora para um período sabático. Como é que elas sobrevivem? Como pagam as contas e o que pensam do futuro? E quando o período sabático terminar, o que elas vão fazer? De onde elas tiram dinheiro e coragem pra se lançar assim, rumo ao desconhecido?

Eu aprendi na pele que na vida da gente tudo passa, tudo é superável, até mesmo aquilo que a gente acha que jamais vai conseguir suportar. No olho do furacão de fato é difícil achar uma saída, uma pontinha de luz. Mas furacões não são eternos. Porém as lembranças ficam eternamente gravadas na memória como uma tatuagem,

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Tudo ao mesmo tempo agora

Enquanto eu tomo banho eu penso na pauta do dia no trabalho. Enquanto eu tomo meu leite frio com Nescafé eu estendo as roupas no varal e preparo um sanduíche só de queijo. Enquanto eu dirijo eu penso nas coisas que eu preciso fazer e em como vou arrumar tempo pra isso. Enquanto eu escovo os dentes eu faço xixi, penteio o cabelo e escolho o que vestir. Enquanto eu faço compras no supermercado eu ligo pra um amigo que não vejo há tempo, faço mentalmente a lista do que preciso colocar na mala pra viagem do final de semana e lembro que preciso sacar dinheiro no banco pra pagar a faxineira. Enquanto eu assisto a novela das 8 na TV eu leio meus e-mails pessoais, acesso alguns blogs que me interessam e penso que eu preciso ligar pra minha tia que está de aniversário. Enquanto eu aqueço a papinha pra janta no microondas eu pago as contas do mês. Enquanto eu levanto 3KG em cada braço na aula de ginástica eu lembro que preciso marcar horário na manicure e penso no que vou dar de presente pro meu namorado no dia do aniversário dele.
Enquanto eu faço tudo ao mesmo tempo agora eu esqueço de viver.

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Nem mal começou o inverno e eu ja to cheia das minhas roupas. Todo o meu guarda-roupa para o frio é cinza e preto. A sensação que eu tenho é que há dias eu ando com a mesma roupa. Não bastam os dias cinzentos la fora e a gente também tem que se vestir como se tivesse de luto. Eu de fato fico de luto no inverno mesmo, sofro a perda dos dias quentes e ensolarados do verão onde um vestidinho lotado de flores bem coloridas é o suficiente pra cobrir o corpo. Morrerei sem jamais entender como tem gente que gosta do inverno, que acha charmoso andar de gola alta (argh!), casaco pesado e botas.

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Depois de período de estacionamento pessoal pra poder arrumar as bagagens no porta-malas, a minha vida agora parece que engatou a marcha e vai de novo andar em frente. Tô feliz e animada com as novas perspectivas, a paisagem pelo caminho parece ser surpreendente.

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Todo o dia é a mesma coisa: a vizinha chega tarde e se pendura no telefone pra bater papo furado com as migas, como ela chama. E eu escuto tudo, todo o papinho idiota sobre a vida alheia. E ela tem uma rotina de ligações, é sempre para as mesmas pessoas que ela liga diariamente, every fucking day. E aí ela conta todos os detalhes do seu dia, ela dá conselhos amorosos, ela fala do marido, dos sobrinhos e do que ela vai fazer no final de semana. Eu escuto as mesmas histórias no mínimo umas 3 vezes. Um dia eu gostaria de ter um acesso de fúria no melhor estilo Michael Douglas no filme Um dia de Fúria. E nesse dia de glória eu gostaria de deformar a cara da vizinha a golpes de telefone. No fim, pra garantir que eu nunca mais escutaria as histórias enfadonhas que ela conta, eu enfocaria ela com o fio do telefone. Sorte a da vizinha é que eu vou me mudar bem brevemente.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pensando alto


Não sou mãe ainda e to longe de ser, embora tenha vontade. E mesmo tendo uma mãe maravilhosa como a que eu tenho, não me sinto tocada por propagandas de dia das mães. Assim como os comerciais de cerveja, são todos iguais e utilizam uma fórmula já saturada. Mas fui surpreendida pelo filme das Lojas Renner que homenageia este ano justamente aquelas que ainda não são mães como eu, mas que também não deixa de se curvar à todas aquelas que ja tiveram o privilégio da maternidade. Assistam clicando aqui e entenderão do que eu to falando. Á propósito, este filme tem a cara da mãe, Magali Moraes, uma mulher linda, uma mãe mega zelosa e uma profissional de mão cheia de quem me orgulho de um dia ter sido colega e que hoje considero uma amiga.
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Meu cabelo ta doente. Tá podre. Seco, feio, volumoso, indisciplinado. E isso que eu trato, faço hidratação com os melhores e mais caros produtos do mercado a cada 15 dias. Corto as pontas a cada 3 meses. Não abuso do secador e da chapinha. Não uso shampoo de supermercado, só mportado e vendido em salão de cabeleireiro. Mas nada disso resolve. Alguma solução que não seja rapar totalmente a porra da cabeça?
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Não sou muito chegada no comportamento de massa. Quero dizer que prefiro ir na contramão do que todo mundo ta fazendo,usando, dizendo, vendo e ouvindo do que ser mais uma ovelhinha seguindo o rebanho, que mal sabe pra onde vai. Tá todo mundo dançando o Rebolation? Ótimo, taí um excelente motivo pra não me fazer dançar. Tá todo mundo usando calça boyfriend? Perfeito, vou seguir usando skinny então. Então quando eu leio em alguma revista ou site a expressão “must have” tenho vontade absurda de dar na cara de quem ta escrevendo. Aí mesmo é que eu perco totalmente a vontade de ter. Prefiro ser rotulada de “do contra” do que ser mais uma Maria vai com as outras. Pelo menos eu tenho personalidade e opinião própria.
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Alice no País das Maravilhas nem estreou nos cimemas ainda e ja perdi 50% da vontade de ver o filme. Sério. Agora tudo é inspirado em Alice no Pais das Maravilhas, desde festas descoladas em inferninhos de Porto Alegre, passando pela moda (isso era óbvio) e terminando em decoração de interiores. Semana passada ganhei 2 revistas femininas de uma editora e nas duas havia editoriais de moda inspirados adivinha em que? Alice no Pais das Maravilhas. Tudo bem que o filme deva ser sensacional (embora haja controvérsias), que o auê em torno da estréia seja absurdo, mas até fazer Alice, o coelho, a rainha de copas e o chapeleiro maluco virarem o centro do universo já é um pouco demais. Nem mesmo começaram as filas pra comprar ingresso pra assisitr o filme e o tema ja ta saturado. Criatividade, meu povo, personalidade, minha gente! Bora deixar a Alice manjada de lado e dar uma chance pra Rapunzel ou pra Bela Adormecida.